A edição genética – tecnologia de bioengenharia que possibilita remover, adicionar ou alterar fragmentos do DNA – pode ganhar mais precisão no futuro. Um estudo publicado nesta quarta-feira (15/4), na revista científica Nature, descreve uma ferramenta baseada em edição genética, identificada como CRISPR, capaz de ajustar a forma como corta o DNA de acordo com características químicas presentes nas células. A pesquisa foi conduzida por cientistas do Instituto Van Andel, nos Estados Unidos.

No trabalho, os pesquisadores modificaram a enzima Cas9, usada na edição genética, para que ela responda a um tipo de marca química do DNA chamada metilação. A metilação é um processo natural do organismo, mas costuma aparecer de forma alterada em diferentes tipos de células, incluindo células tumorais.

A enzima apresentou comportamentos distintos dependendo da presença dessas marcas nos experimentos feitos em laboratório. Isso mostra que a atividade de edição pode ser influenciada não apenas pela sequência genética, mas também pelo “estado químico” do DNA.